Foto: Alda Carvalho Ontem o meu coração disparou desordenadamente como cavalo desgarrado em corrida desenfreada. O medo tomou conta de mim e de ambulância fui parar ao S. José conduzida por uma médica e uma enfermeira eficientes e carinhosas. Fui recebida por comitiva imensa que me ligaram a inúmeros fios e correntes e mediram inúmeros parâmetros. E ali fiquei só, no meio da noite, embora rodeada de gente a passar, frente a um relógio que minuciosamente me indicava, piscando, cada segundo em cor vermelha brilhante. Uma enfermeira passava de vez em quando, vigiando os aparelhos e sorria e eu sorria para ela. Nunca me tinha dado conta de como a noite é longa e barulhenta, num hospital! Ouvia, dentro daquelas três paredes, ou melhor duas, ou talvez não houvesse paredes, apenas divisórias movíveis, tudo o que se passava lá fora: alguém chamando sempre pelo mesmo nome que nunca respondia, inúmeros e diferenciados ais, gente a passar em fren...
É o ciclo da vida; e nele cada rosa tem o seu momento. Como os homens, cada um na sua hora que sendo curta é também eternidade.
ResponderEliminarUm beijo
Sinto-me sempre dividida entre apanhar a flor e trazer beleza para dentro de casa - para perto do meu olhar e gáudio do que e de quem convive em seu redor -, ou deixá-la viver a sua vida sem a arrebatar ao tempo próprio.Mesmo com sentimento de culpa, colho-a. É o egoísmo que vence.Outras nascerão, mas aquela vida, em concreto, foi encurtada.
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