Foto: Alda Carvalho Ontem o meu coração disparou desordenadamente como cavalo desgarrado em corrida desenfreada. O medo tomou conta de mim e de ambulância fui parar ao S. José conduzida por uma médica e uma enfermeira eficientes e carinhosas. Fui recebida por comitiva imensa que me ligaram a inúmeros fios e correntes e mediram inúmeros parâmetros. E ali fiquei só, no meio da noite, embora rodeada de gente a passar, frente a um relógio que minuciosamente me indicava, piscando, cada segundo em cor vermelha brilhante. Uma enfermeira passava de vez em quando, vigiando os aparelhos e sorria e eu sorria para ela. Nunca me tinha dado conta de como a noite é longa e barulhenta, num hospital! Ouvia, dentro daquelas três paredes, ou melhor duas, ou talvez não houvesse paredes, apenas divisórias movíveis, tudo o que se passava lá fora: alguém chamando sempre pelo mesmo nome que nunca respondia, inúmeros e diferenciados ais, gente a passar em fren...
Pelo menos homens não conseguiríamos ser:), tornamo-nos homens por aprendizagem e imitação social.
ResponderEliminarÉ bom partilhar,conviver e ter amigos para que a vida faça mais sentido, porque de certa maneira precisamos e dependemos dos outros pelas razões descritas neste poema.
ResponderEliminarOs outros definem-nos? Somos o que vemos de nós no olhar dos outros? Não somos ilhas, não existimos sem os outros. Mas nem todos nos dão abraços calorosos...
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