Foto: Alda Carvalho Ontem o meu coração disparou desordenadamente como cavalo desgarrado em corrida desenfreada. O medo tomou conta de mim e de ambulância fui parar ao S. José conduzida por uma médica e uma enfermeira eficientes e carinhosas. Fui recebida por comitiva imensa que me ligaram a inúmeros fios e correntes e mediram inúmeros parâmetros. E ali fiquei só, no meio da noite, embora rodeada de gente a passar, frente a um relógio que minuciosamente me indicava, piscando, cada segundo em cor vermelha brilhante. Uma enfermeira passava de vez em quando, vigiando os aparelhos e sorria e eu sorria para ela. Nunca me tinha dado conta de como a noite é longa e barulhenta, num hospital! Ouvia, dentro daquelas três paredes, ou melhor duas, ou talvez não houvesse paredes, apenas divisórias movíveis, tudo o que se passava lá fora: alguém chamando sempre pelo mesmo nome que nunca respondia, inúmeros e diferenciados ais, gente a passar em fren...
Lindo poema, ilustrado por uma torrente de água pura e cristalina. Bela intenção para início de ano. Ser maior, ir mais além - o desafio de nos superarmos e contribuir para um mundo melhor. Pena que tanto contraste com as notícias da rádio que nos toldam o espírito com a suspeição de que hoje se escolhem para nos governarem seres pouco confiáveis, ínvios, de baixa estatura moral.
ResponderEliminarSer e Estar. É tudo o que precisamos. O restante, é o meu objectivo para 2023: FELICIDADE.
ResponderEliminarQue dizer, senão que estás próxima de Pessoa. "Para ser grande, sê inteiro: nada/ Teu exagera ou exclui/ Sê tudo em cada coisa :põe quanto és/ No mínimo que fazes/ Assim em cada lago a lua toda/ brilha, porque alta vive"
ResponderEliminarE depois a foto de água viva em vez da lua lá no alto
Parece-me bem.
Que a visão de água viva sempre te alimente o sonho.
Belo poema com linda e adequada fotografia. É preciso sonhar. Magnífica construção do íntimo do ser humano. Na sua eficácia externa é que talvez devamos ser algo pragmáticos. S+R
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