Foto: Alda Carvalho
Os braços do rio formam uma ilha
entre o fluir das águas
e no fim do abraço a espuma rodopia
e cria arabescos em sobrenado
as árvores esguias contemplam o granito
coroado de musgo
um retiro de paz no coração do tumulto
um reduto de beleza selvagem
uma natureza viva e santificante
É possível admirar a paisagem
sair dela
guardá-la na memória
para a revisitar
e de novo nos extasiar
Já no Séc XVII Baruch Spinoza (um filósofo que descobri tarde, na Universidade Sénior) afirmava que Deus é a Natureza e a Natureza é Deus.
ResponderEliminarE este é o ponto chave que me leva a acreditar em algo sobrenatural, no tal Ente Supremo do qual tudo emanou.
O seu Poema de hoje, Alda, veio confirmar-me essa Crença.
Bens haja, querida Amiga.
A " mãe Terra " sempre a nos chamar e a nos preencher com a sua beleza e mistério. Poema lindo!
ResponderEliminarSim, é possível. E é muito bom poder guardar essas imagens para nosso deleite, em momentos de silêncio. Que quadro bonito o teu poema descreve!
ResponderEliminarA Natureza está, é para nós. É esse êxtase cura. Há 5 anos, ele agora tem nove, o Gonçalinho de dedo espetado, olhando a Ínsua dizia-me "você ( na deliciosa entoação de menininho) :" você não precisa de se preocupar, isto aqui ( e abrangia o jardim e a quintinha), tem tudo o que precisa, tudo! É verdade, não fora "isto aqui", poderia ter sucumbido a problemas graves de saúde... A Natureza cura🌈🙏🌈
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