Foto: Alda Carvalho Ontem o meu coração disparou desordenadamente como cavalo desgarrado em corrida desenfreada. O medo tomou conta de mim e de ambulância fui parar ao S. José conduzida por uma médica e uma enfermeira eficientes e carinhosas. Fui recebida por comitiva imensa que me ligaram a inúmeros fios e correntes e mediram inúmeros parâmetros. E ali fiquei só, no meio da noite, embora rodeada de gente a passar, frente a um relógio que minuciosamente me indicava, piscando, cada segundo em cor vermelha brilhante. Uma enfermeira passava de vez em quando, vigiando os aparelhos e sorria e eu sorria para ela. Nunca me tinha dado conta de como a noite é longa e barulhenta, num hospital! Ouvia, dentro daquelas três paredes, ou melhor duas, ou talvez não houvesse paredes, apenas divisórias movíveis, tudo o que se passava lá fora: alguém chamando sempre pelo mesmo nome que nunca respondia, inúmeros e diferenciados ais, gente a passar em fren...
Conhecendo-te, é puro encanto. Em mim é pura preguiça, vontade nada fazer, desejo de parar de pensar. Enfim, letargia da mais corriqueira.
ResponderEliminarBom Dia, Alda
Ora aqui está um tema que eu nunca poderia esperar ver tratado pela Alda. Porque tanto quanto sei pela minha observação directa, como pelo que amigos e familiares me dizem, a Alda é o oposto de alguém preguiçoso; e a prova está à vista: Com a elegância, bom gosto e equilíbrio habitual, o assunto foi analisado pelo "avesso" !!!
ResponderEliminarSimplesmente brilhante.
O ócio é criativo, necessário à reflexão sobre a vida e tem potencial filosófico, não é? Então é puro encanto. Marasmo e preguiça não colam em ti. Onde a virtude nunca é do avesso. E ficamos todos muito felizes com os teus momentos de ócio. Veja-se a bela foto do nenúfar.
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