7 Foto: Tiago Carvalho A viagem passa agora a ser de carro alugado, rumo ao Grand Canyon. À saída de Flagstag, a montanha com o topo a escorrer neve em contraste com o seu negrume e outros montes de outras cores, enchem-nos os olhos e o coração. A paisagem é desértica com indicação de reserva dos índios Navajos. As formas dos arenitos são surpreendentes atravessados por uma estrada retilínea mas tudo menos monótona. O primeiro objectivo, o Antílope Canyon , um canyon talhado por um afluente do Colorado e onde se pode entrar. As formas talhadas na rocha ao longo de 100 metros e uns 10 de altura, deixam-nos extasiados... Imaginamo-nos envoltos num turbilhão de água, rodopiando e talhando, como golpes de goiva, cavidades cilíndricas que evoluem em espiral retorcidamente e se entrelaçam numa dança frenética e esvoaçante. A luz vinda de fora que não encontra caminho na vertical, ou a encontra raramente, desenha figuras de luz nas paredes e no tecto das rochas circularmente torturadas...
Embora seja comum, nem sempre é verdade. E quando é, temos sempre o espelho - estar atento(a) ao que os outros vêem de nós, sendo verdade que só vêem o que mostramos. Portanto, e retomando a linguagem dos afectos, é preciso gostar também dos defeitos dos outros e dos nossos, tomando a maior parte como características; praticar a aceitação. Parece-me ser esse o caminho da humana (im)perfeição. Bom, há decerto forma de minorar defeitos - alguns - e é de tentar. Não é o caminho que importa?! Pois então...
ResponderEliminarA perfeição não é senão um ideal de que encontramos imagem na Natureza e que reconhecemos não termos capacidade de criar. Somos "seres a caminho" como disse o filósofo.
Um abraço e BFS, Alda:)
Talvez por falta de espelho ou por incapacidade de ver. Por outro lado, também pode funcionar como estratégia de auto defesa, mesmo se inconsciente, pois já sofremos e nos culpabilizamos com tanta coisa! Quanto ao que exigimos dos outros, creio que muitas vezes será o mesmo que desejaríamos de ter em nós. Penso que a perfeição é uma utopia que cada ser humano concebe de diferente modo. Que o teu poema nos faça discorrer sobre (im)perfeição humana e beleza da Natureza é um bom mote para o fim de semana
ResponderEliminarA perfeição absoluta não existe. Nem o Ser Supremo foi (e é) perfeito. E eu desculpo os meus defeitos (muitíssimos) por auto estima e minimizo as imperfeições que por vezes descubro nos outros. por amor.
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