Recordações de viagens V



                                                   Viagem á Austrália, Nova Zelândia e Dubai

5


                                                                                          Foto: Professor João Carlos Nunes

 

O tempo não nos foi favorável e a chuva prometia continuar, de maneira que cada um de nós foi presenteado com uma capa de plástico até aos pés e um guarda-chuva. Visitámos a aldeia Maori e um geiser que só vimos de longe. Os Maoris utilizam o calor da terra para se aquecerem e para cozinharem.

O momento alto do dia foi a descida para um vale com fumarolas, Reserva Natural, através de uma floresta lindíssima em que predominavam os fetos arbóreos de uma altura incrível. Chovia muito, mas estávamos protegidos com os apetrechos fornecidos pelos Maoris.  Observámos muitas manifestações vulcânicas ao longo do rio, num vale de cores variadas que iam do ocre aos azuis, verdes e castanhos.

Depois de um lago com cisnes negros, lago inscrito na cratera do vulcão, tomámos conhecimento com um pássaro triste, parecido com uma galinha, embora com bico maior e que não sabe voar, mas é o símbolo do país. O célebre Kiwi (não a fruta)!

As árvores de folha caduca estavam a perder as folhas de várias cores, mas as árvores de folha persistente,  que predominam e são enormes, próprias de um clima temperado marítimo típico, estavam na sua pujança.

À noite houve jantar com os Maoris onde nos explicaram as suas tradições e os seus rituais bem como falaram da boa aceitação dos estrangeiros. O aproveitamento dos buracos geotérmicos para cozinhar, como nas Furnas (Açores) foi muito bem explicado e documentado.

 E houve danças em que as mulheres jogam toda a sua graciosidade, e os homens a sua força, explícita nos saltos, nas línguas de fora, nos olhos arregalados, no jogo do pau…

No final convidaram-nos para dançar com eles e eu aceitei.  E foram momentos de descontração e de bom humor.


Foto: Natércia Nunes

Comentários

  1. Vivências inesquecíveis que tão bem relatas. Essa presença das forças primordiais da narureza é bem forte.Hoje há respeito pelas tradições e espiritualidade Maori. Até a equipa neozelandesa usa a Haka no início do jogo. Em tempos, lá como por todo o mundo, os colonizadores pouco respeitaram a cultura dos povos nativos.Sempre há progressos na humanidade!

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Caminhar

O QUE ME INSPIRA *

Recordações de Viagens - E.U.A. (Dez. 2016) (VII)