Recordações de viagens IX

 


                                                 Viagem á Austrália, Nova Zelândia e Dubai

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                                                              Foto: Professor João Carlos Nunes

                                     

A praia junto aos arranha-céus está cheia, mas o nosso maior desejo é sair dali e, refugiar-nos nos bares e restaurantes à beira, para tomar uma bebida fresca. Penoso estar lá fora, mas há quem o faça e algumas mulheres de burka. Não tive tempo para ver como, nem molhar os pés me atrevi!

Atravessámos o golfo de barco e misturámo-nos com os emigrantes, a população escrava! Mas ainda tenho na memória o delicioso sabor e frescura dum granizado de menta e limão numa tasca. Foram preciso dois para cada um de nós podermos matar a sede!

 Aí pudemos apreciar um casal árabe. Ele com o seu traje branco, mas a comer de garfo e faca, ela, de burka negra, levantava o véu e colocava recatadamente o refresco por baixo e bebia por uma palhinha, ou levantava o véu e metia uma colherada baixando-o logo a seguir. Tudo no máximo recato. E éramos só nós e eles naquela sala!

 Ao longo do canal os sucks, que nos fizeram sentir estar como numa qualquer rua da Índia. Na rua das ourivesarias, os cintos, as fivelas dos sapatos, os colares, os medalhões, tudo em ouro, como se tivessem esvaziado a gruta de Ali Baba…

Também as variadas especiarias, noutra rua,  nos recordaram os cheiros de  qualquer cidade indiana , assim como outras especialidades, noutros sucks …

Apanhámos um táxi para o hotel para tomar um banho e de novo voltámos para ver as luzes de Dubai. Os arranha-céus são ainda mais impressionantes à noite. Sobressaem com as suas iluminações feéricas e jogos de água. Na praça central, junto ao arranha-céu onde o Armani tem o seu hotel, os troncos das palmeiras também são iluminados em espiral. E não só os troncos, mas também os ramos. Tudo é luz na escuridão do deserto. Parece Natal!

 


                                                                                                       Foto: Natércia Nunes

Depois do Dubai vi dos céus a península arábica e o deserto enorme em ocres variados, montanhas escavadas com rios de areia, vales e dunas…

A terra parece imensa vista do céu, a distância dá-lhe amplidão!... Os rios parecem mares, o delta do Nilo é enorme e parece nunca mais acabar… Só o conhecia dos mapas!

Quão pequenas e grandes são as coisas ao mesmo tempo, dependendo da perspectiva e do estado de espírito!

No avião vejo um filme sobre um cão e a sua importância para as pessoas com quem convivia. A ligação com os outros seres, sejam eles um cão, um gato, um pato, é fundamental e faz-nos felizes, uma prova de que estamos todos ligados, uns aos outros e a tudo. Mas não há dúvida de que sentimos mais ligação a uns do que a outros…

Foi tão bom regressar a Portugal!

FIM

 

Comentários

  1. Nada me atrai nesse país todo de faz de conta e onde hoje se vivem momentos tormentosos. Tenho por lá garota amiga que teima em não regressar.
    E a teus olhos que tanto viram, também não agradou o espectáculo dessa riqueza sem pudor. Admira-me imenso haver quem prefira um lugar conquistado ao deserto, que mantém clima de deserto e, inteiro, se baseia no artifício. Admira e aterroriza.
    Bom fim de semana, Alda

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