Recordações de viagens IX
Viagem á Austrália, Nova Zelândia e Dubai
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A praia junto aos arranha-céus
está cheia, mas o nosso maior desejo é sair dali e, refugiar-nos nos bares e
restaurantes à beira, para tomar uma bebida fresca. Penoso estar lá fora, mas
há quem o faça e algumas mulheres de burka. Não tive tempo para ver
como, nem molhar os pés me atrevi!
Atravessámos o golfo de barco e
misturámo-nos com os emigrantes, a população escrava! Mas ainda tenho na
memória o delicioso sabor e frescura dum granizado de menta e limão numa tasca.
Foram preciso dois para cada um de nós podermos matar a sede!
Aí pudemos apreciar um casal árabe. Ele com o
seu traje branco, mas a comer de garfo e faca, ela, de burka negra,
levantava o véu e colocava recatadamente o refresco por baixo e bebia por uma
palhinha, ou levantava o véu e metia uma colherada baixando-o logo a seguir.
Tudo no máximo recato. E éramos só nós e eles naquela sala!
Ao longo do canal os sucks, que nos
fizeram sentir estar como numa qualquer rua da Índia. Na rua das ourivesarias,
os cintos, as fivelas dos sapatos, os colares, os medalhões, tudo em ouro, como
se tivessem esvaziado a gruta de Ali Baba…
Também as variadas especiarias, noutra rua, nos recordaram os cheiros
de qualquer cidade indiana , assim como outras especialidades, noutros
sucks …
Apanhámos um táxi para o hotel para tomar um banho e de novo voltámos para ver as luzes de Dubai. Os arranha-céus são ainda mais impressionantes à noite. Sobressaem com as suas iluminações feéricas e jogos de água. Na praça central, junto ao arranha-céu onde o Armani tem o seu hotel, os troncos das palmeiras também são iluminados em espiral. E não só os troncos, mas também os ramos. Tudo é luz na escuridão do deserto. Parece Natal!
Foto: Natércia Nunes
Depois do Dubai vi dos céus a
península arábica e o deserto enorme em ocres variados, montanhas escavadas com
rios de areia, vales e dunas…
A terra parece imensa vista do
céu, a distância dá-lhe amplidão!... Os rios parecem mares, o delta do Nilo é
enorme e parece nunca mais acabar… Só o conhecia dos mapas!
Quão pequenas e grandes são as
coisas ao mesmo tempo, dependendo da perspectiva e do estado de espírito!
No avião vejo um filme sobre um
cão e a sua importância para as pessoas com quem convivia. A ligação com os
outros seres, sejam eles um cão, um gato, um pato, é fundamental e faz-nos felizes, uma
prova de que estamos todos ligados, uns aos outros e a tudo. Mas não há dúvida
de que sentimos mais ligação a uns do que a outros…
Foi tão bom
regressar a Portugal!
FIM
Nada me atrai nesse país todo de faz de conta e onde hoje se vivem momentos tormentosos. Tenho por lá garota amiga que teima em não regressar.
ResponderEliminarE a teus olhos que tanto viram, também não agradou o espectáculo dessa riqueza sem pudor. Admira-me imenso haver quem prefira um lugar conquistado ao deserto, que mantém clima de deserto e, inteiro, se baseia no artifício. Admira e aterroriza.
Bom fim de semana, Alda