O regato musical
| Foto: Alda Carvalho |
O regato musical
de águas cristalinas
desce da serra
murmurando líquidos sonidos
o tanque onde desagua
tenta-o conter
e há cabras e ovelhas a beber
sendo apenas passagem
o tanque transborda
renovando o regato inicial
sua musicalidade
acalma-me
enche meu coração
e serena-me a alma
Há um ciclo na água que se renova, como se ela jamais esquecesse quem é; faz paragens breves e continua cantando, não foge ao seu ser. Mantém a sua de honestidade natural. Que tu bem descreves.
ResponderEliminarBoa semana, Alda
Na casa/quinta dos meus avós paternos, mesmo por baixo da Rosa Negra e com uma vista panorâmica sobre a cidade, havia uma nascente que corria sem parar, atestava o grande reservatório, depois seguia para o tanque de lavar roupa, daí para a horta e pomar, acabando por desembocar na vinha que se desenvolvia em três socalcos ... O rumor da água a correr entrecortado pelo cantar dos pássaros, era a música omnipresente no local. Eu adorava e ficava que tempos no meu baloiço, a apreciar. E agora, com esta torrente de boas recordações, sinto o meu coração alvoroçado a acalmar e a minha alma atrofiada a voltar a encher de esperança e PAZ.
ResponderEliminarTão bucólico! Já são tão raros estes encontros com a natureza e a sua musicalidade. Sim, guardamo-los na memória e no coração - e tu consegues transformá-los em poema. Obrigada pela evocação e pela foto.
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