Recordações de viagens- Noruega I

 I- Oslo

                                                                      Foto: Ana Cotrim         

         

Foi a segunda vez que visitei a Noruega, e da primeira vez só recordo a aurora boreal e o sol da meia-noite. Nessa época não tirava apontamentos com os quais pudesse fazer a reconstituição da viagem e das principais emoções. E tenho pena, pois cada vez que revejo os apontamentos de uma qualquer viagem é como se a vivesse de novo…não exatamente, é claro, mas não deixa de ser recordação avivada.

Desta vez fui acompanhar o Zé, a Rita e o Tiago que iam participar num workshop, no âmbito do Projeto SOAM.

Naquele quase princípio de Outono de 2016, Oslo era uma cidade calma onde a vida corria tranquila. Havia ainda muitos turistas. O Hotel City Box, onde ficámos, surpreendeu pela modernidade e tecnologia.  Não havia uma recepção como as que conhecia até então. Ali era tudo eletrónico. As pessoas tinham sido substituídas por máquinas e foi unicamente com elas que tivemos de nos entender.

Tudo muito clean, moderno e com bom gosto, mas só o essencial. Espartano, asséptico, agradável! Mas também muito caro!

O meu metatarso, partido havia pouco tempo, ainda não estava bom. Andava poucos metros a coxear e a sentir o pé todo. Que saudades tinha de andar, andar e andar sem problemas! E ali havia tanto para ver e descobrir!...

Mas era bom respirar outros ares: a floresta imensa, o ar muito leve e o desconhecido à espera…

Os noruegueses têm culto pelo belo, pelo simples e depurado, pelos espaços naturais e orgânicos.

O ambiente e a sua preservação parecem ser uma das suas prioridades. É interessante estar ali por causa de um projeto apoiado por eles, a realizar em Portugal, sobre Recarga Artificial de Aquíferos. Uma maneira de preservar os recursos hídricos, em países  onde são deficitários, quando precisamente eles são excedentários nessa área. 

Preocupam-se não só com os recursos do país deles mas também com os de outros países. Uma preocupação abrangente ao Planeta inteiro. Belo exemplo!

 


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