Recordações de viagens- Noruega V

 V- City Hall - Oslo



Foto: Ana Cotrim


Preparo-me para mais uma manhã de descoberta. Da janela do café vejo em frente um caixote de ferro forjado. É bem real este caixote, mas dentro vejo chamas, luzes tremeluzentes. Estará o lixo a arder?! É apenas um reflexo das velas projetadas, do café em frente. Não são reais. Tenho consciência disso, mas mesmo assim fui verificar!… Quantas vezes o que nos parece real é apenas projeção da nossa imaginação!...

Passo na fachada principal da City Hall, deste lado é mais majestosa, ou melhor, tem mais charme, não é tão gigantesca. Inaugurada em 1950 aqui tem lugar a cerimónia do prémio Nobel. Além da sala principal enorme há inúmeras salas ricamente adornadas com pinturas, tapeçarias e móveis feitos na Noruega. Todos os trabalhos de arte são de artistas do país, bem como os materiais utilizados : Per Krohg, Henri Sarensen, Alt Rolfsen e Eduard Munch. É o maior símbolo dos valores e história de Oslo e Noruega.. The Ocupation Friere representa a ocupação nazi de 1940/45. Na entrada há relevos em madeira.

O carrilhão tem 49 campainhas e pesa 20 toneladas Toca melodias das sete à meia noite. É agradável de ouvir…

Um relógio astronómico indica o tempo, o tempo sideral, as fases do sol e da lua e eclipses.

O Hardeid, sala dedicado à memória do fundador de Oslo tem o tema medieval. As tapeçarias das paredes mostram o rei a cavalo pela cidade e uma outra, a batalha em que o rei foi morto.

O Munch Room Cosy é destinado a recepções e conferências de imprensa

O Festival Galerie Receptin mostra a história de Oslo e as principais industrias.

A sala do banquete para grandes recepções, tem  motivos de mar ao longo do fiord e há  também a sala do concerto.

 Dou mais uma volta e presencio a feira de minerais onde os geólogos, com mapas e minerais para vender, atendem adultos e crianças e respondem às questões postas. Sento-me junto ao lago a ver as pessoas passar.

Fomos todos jantar a uma peixaria onde tivemos que esperar, mas valeu a pena! Uma sopa de peixe inesquecível!...

Regressamos até à rua principal. O que nos choca são os pedintes e uma cena insólita.  Um corpo de mulher no meio do caminho como se fosse um trapo abandonado, dobrada sobre si própria, de rosto no chão e com um copo de plástico junto à cabeça. Voltámos atrás para lhe deixar una esmola.

Qual o destino desta Europa com tanta desigualdade no seu seio?  Qual o destino da Humanidade? Qual o destino deste Mundo? Perguntas a martelar...

 

Foto: Tiago Carvalho


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