Viagem a Barcelona II
II
No dia seguinte tínhamos visita
marcada no Parque Guell onde viveu Gaudi durante muitos anos. Mas enganámo-nos no sentido do autocarro e só
descobrimos quando vimos o Arco do Triunfo resquícios das Olimpíadas de 1992. Mudámos
para a via contrária e não houve problema de maior.
No Parque Guell entrámos na casa onde Gaudi viveu até à sua morte, que é hoje um
museu, e onde bisbilhotámos todas as
divisões. E admirámos o mobiliário também por ele desenhado. Gaudi era multifacetado: arquiteto, escultor,
desenhador de mobiliário, de joias, etc. O soalho tinha desenhos como se fossem
carpetes e os tetos também tinham decorações belíssimas.
Assistimos a um filme da sua vida numa sala preparada para o
efeito. Tudo muito bem documentado e interessante!
Deambulámos a seguir por a montanha onde a casa se inscreve e onde
há numerosas evocações da obra de Gaudi, o parque Guell, com uma magnífica vista
sobre a cidade de Barcelona.
Detivemo-nos para ouvir um tocador de Handpan que me
surpreendeu, pois nunca tinha visto nem ouvido tal instrumento!
Regressámos de autocarro e procurámos almoçar num restaurante que afinal estava de férias. Tentámos um outro e eu pedi uma paella que não me encantou. Cara e mal servida. Comemos creme catalão no final da refeição, também longe do esperado!...
O almoço para todos importou em 116 E mas a senhora
marcou na máquina 166. Ficámos na dúvida se foi engano ou tentativa de engano...
Fomos, a seguir, de autocarro até à praia, mas o calor estava insuportável! Ufa! Valeu-nos a sombra de um alto hotel e foi dali que, sentados na amurada, comtemplámos o mar.
Descendo á praia desistimos de nos aproximar da água pois estava demasiado calor para o efeito, mas ficou a nostalgia de um banho adiado naquelas águas.
Regressámos ao centro para vermos o bairro gótico, a
catedral, e as ruas adjacentes... E fomos a pé até ao Arco de Triunfo, depois de
nos deliciarmos com as lojinhas das ruas transversais que vendiam objectos variados.
Já no hotel decidimos que não iríamos mergulhar à noite naquelas praias mas que nos levantaríamos cedo para ir ver o nascer do sol!
Levantámo-nos às 6:00 da manhã pois a hora prevista do nascer do astro rei era ás 7:19. E foi uma ideia magnífica!...
Não nos custou acordar e andar a pé em direção à
praia. A temperatura era excelente, quer do ar quer da água. Havia bastante gente na praia e percebemos que alguns haviam
dormido lá. Ficámos , no entanto surpreendidos por ver nudistas, sobretudo homens.
Ignorámos o incidente e á hora prevista
o sol saiu do mar gloriosamente, depois de uma aurora avermelhada a intensificar-se gradualmente, seguida de um minúsculo ponto incandescente a crescer até ficar uma bola de fogo. Foi lindo!...
Tomámos o pequeno almoço na praia e regressámos ao hotel
revigorados pelas águas magnificas e pela luz que nos iluminou.
Depois do check out no hotel levámos as malas para os cacifos públicos na praça da Catalunha para descermos as Ramblas. Infelizmente estava tudo em obras e era difícil andar no meio das obras e da multidão. Chegados ao mercado da Boqueria ficámos por ali. Deambulámos por entre a variedade de produtos muito apetitosos e prontos a comer, e comprámos lá o almoço que fomos partilhar para um recanto, à sombra das árvores, nas traseiras do mercado.
Os pombos e os pardalitos eram habitués do lugar
esperando sempre umas migalhas. Apareceu um pombo que tinha uma só pata mas que
saltava e rodopiava tanto como os outros e foi espetacular a acirrada disputa entre eles fazendo lembrar guerras
semelhantes de humanos pela posse de qualquer bem!... Apareceu também outro pombo
estropiado, desta vez com uma pata torcida, e a guerra pela comida tornou-se ainda mais cerrada e com mais
protagonistas! E os estropiados estavam sempre na frente apesar da deficiência…
e nós torcíamos por estes últimos...
Regressámos à praça da Catalunha por outra Rambla que
passava pela Sociedade de Geografia e onde a Joaninha me tirou uma foto.
Visitámos o edifício onde esteve hospitalizado Gaudí quando foi atropelado e onde viria a morrer como um anónimo mendigo.
E, na praça da Catalunha, depois de recolhidas as malas chamámos um Uber que nos levou ao aeroporto.
Ficou o desejo de voltar…


Comentários
Enviar um comentário