Foto: Alda Carvalho Ontem o meu coração disparou desordenadamente como cavalo desgarrado em corrida desenfreada. O medo tomou conta de mim e de ambulância fui parar ao S. José conduzida por uma médica e uma enfermeira eficientes e carinhosas. Fui recebida por comitiva imensa que me ligaram a inúmeros fios e correntes e mediram inúmeros parâmetros. E ali fiquei só, no meio da noite, embora rodeada de gente a passar, frente a um relógio que minuciosamente me indicava, piscando, cada segundo em cor vermelha brilhante. Uma enfermeira passava de vez em quando, vigiando os aparelhos e sorria e eu sorria para ela. Nunca me tinha dado conta de como a noite é longa e barulhenta, num hospital! Ouvia, dentro daquelas três paredes, ou melhor duas, ou talvez não houvesse paredes, apenas divisórias movíveis, tudo o que se passava lá fora: alguém chamando sempre pelo mesmo nome que nunca respondia, inúmeros e diferenciados ais, gente a passar em fren...
Que ternura.Quanto de nós está presente na forma como vemos a infância dos que nos pertencem de sangue e coração:). Eles são os cinco dextros dedos da tua mão.
ResponderEliminarhummm...parece que a forma correcta é destro. Pardon:)
EliminarSão os cinco patinhos que te enchem o coração de amor... E o poema é uma ternurinha. Sente-se a tua felicidade. Lindo!
ResponderEliminarCuriosamente a fotografia mostra cinco patinhos cuja mãe os observa e lhes permite que eles sigam as suas indicações.
ResponderEliminarFaz parte da vida tomar conta dos filhos e lhes dar o amor possível.
Afinal estamos cá de passagem e as nossas coisas serão deles amanhã.