Foto: Alda Carvalho Ontem o meu coração disparou desordenadamente como cavalo desgarrado em corrida desenfreada. O medo tomou conta de mim e de ambulância fui parar ao S. José conduzida por uma médica e uma enfermeira eficientes e carinhosas. Fui recebida por comitiva imensa que me ligaram a inúmeros fios e correntes e mediram inúmeros parâmetros. E ali fiquei só, no meio da noite, embora rodeada de gente a passar, frente a um relógio que minuciosamente me indicava, piscando, cada segundo em cor vermelha brilhante. Uma enfermeira passava de vez em quando, vigiando os aparelhos e sorria e eu sorria para ela. Nunca me tinha dado conta de como a noite é longa e barulhenta, num hospital! Ouvia, dentro daquelas três paredes, ou melhor duas, ou talvez não houvesse paredes, apenas divisórias movíveis, tudo o que se passava lá fora: alguém chamando sempre pelo mesmo nome que nunca respondia, inúmeros e diferenciados ais, gente a passar em fren...
"Cada momento é sublime e transcendente", a impossibilidade de repetição torna-o raro; tudo é sempre novo, já o dizia o filósofo.
ResponderEliminarBom fim de semana, poeta.
Linda aposta na vida! Olhando a tua luminosa encáustica temos a prova de que cada momento de observação nos permite uma visão diferente e nos incita a aproximar do sublime e do transcendente.
ResponderEliminarModo poético de me chamar para a transcendência de viver o momento (s). Obrigada
ResponderEliminarA vida é uma sucessão constante de momentos; felizes dos que conseguem manter um fio condutor entre todos eles. Quando a continuidade se quebra, aparece o caos, a dor e o sofrimento.
ResponderEliminarBelíssima pintura com uma sábia escolha de cores.