7 Foto: Tiago Carvalho A viagem passa agora a ser de carro alugado, rumo ao Grand Canyon. À saída de Flagstag, a montanha com o topo a escorrer neve em contraste com o seu negrume e outros montes de outras cores, enchem-nos os olhos e o coração. A paisagem é desértica com indicação de reserva dos índios Navajos. As formas dos arenitos são surpreendentes atravessados por uma estrada retilínea mas tudo menos monótona. O primeiro objectivo, o Antílope Canyon , um canyon talhado por um afluente do Colorado e onde se pode entrar. As formas talhadas na rocha ao longo de 100 metros e uns 10 de altura, deixam-nos extasiados... Imaginamo-nos envoltos num turbilhão de água, rodopiando e talhando, como golpes de goiva, cavidades cilíndricas que evoluem em espiral retorcidamente e se entrelaçam numa dança frenética e esvoaçante. A luz vinda de fora que não encontra caminho na vertical, ou a encontra raramente, desenha figuras de luz nas paredes e no tecto das rochas circularmente torturadas...
"Cada momento é sublime e transcendente", a impossibilidade de repetição torna-o raro; tudo é sempre novo, já o dizia o filósofo.
ResponderEliminarBom fim de semana, poeta.
Linda aposta na vida! Olhando a tua luminosa encáustica temos a prova de que cada momento de observação nos permite uma visão diferente e nos incita a aproximar do sublime e do transcendente.
ResponderEliminarModo poético de me chamar para a transcendência de viver o momento (s). Obrigada
ResponderEliminarA vida é uma sucessão constante de momentos; felizes dos que conseguem manter um fio condutor entre todos eles. Quando a continuidade se quebra, aparece o caos, a dor e o sofrimento.
ResponderEliminarBelíssima pintura com uma sábia escolha de cores.