7 Foto: Tiago Carvalho A viagem passa agora a ser de carro alugado, rumo ao Grand Canyon. À saída de Flagstag, a montanha com o topo a escorrer neve em contraste com o seu negrume e outros montes de outras cores, enchem-nos os olhos e o coração. A paisagem é desértica com indicação de reserva dos índios Navajos. As formas dos arenitos são surpreendentes atravessados por uma estrada retilínea mas tudo menos monótona. O primeiro objectivo, o Antílope Canyon , um canyon talhado por um afluente do Colorado e onde se pode entrar. As formas talhadas na rocha ao longo de 100 metros e uns 10 de altura, deixam-nos extasiados... Imaginamo-nos envoltos num turbilhão de água, rodopiando e talhando, como golpes de goiva, cavidades cilíndricas que evoluem em espiral retorcidamente e se entrelaçam numa dança frenética e esvoaçante. A luz vinda de fora que não encontra caminho na vertical, ou a encontra raramente, desenha figuras de luz nas paredes e no tecto das rochas circularmente torturadas...
Nada existe fora da relação, isto dizia um professor meu de nome Joaquim Cerqueira Gonçalves. Se ele lesse o teu poema diria talvez algo semelhante. Por ser da relação que tudo nasce e é. Tudo vem à existência depois de ser pensado, ter um nome e haver um pensamento sobre. O real que não é pensado, existe?! Sim, pode existir, mas se ninguém o sabe, se não é nomeado, de que importa essa existência?
ResponderEliminarMas estás tu para pensá-lo em modo de poesia, e ele existe em beleza.
Bom dia, Alda
A beleza está nos olhos de quem a vê. Olhas e vês beleza nesse reticulado salpicado de lindas florinhas amarelas. Não sentes que estão prestes a perder vida e a desaparecer. Dão-te, sim, alegria quando as contemplas e sentes-lhes o encanto. Estás viva e "escreves sol" na tua alma. Que bom é saber olhar o mundo com olhos atentos.
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