Foto: Alda Carvalho Ontem o meu coração disparou desordenadamente como cavalo desgarrado em corrida desenfreada. O medo tomou conta de mim e de ambulância fui parar ao S. José conduzida por uma médica e uma enfermeira eficientes e carinhosas. Fui recebida por comitiva imensa que me ligaram a inúmeros fios e correntes e mediram inúmeros parâmetros. E ali fiquei só, no meio da noite, embora rodeada de gente a passar, frente a um relógio que minuciosamente me indicava, piscando, cada segundo em cor vermelha brilhante. Uma enfermeira passava de vez em quando, vigiando os aparelhos e sorria e eu sorria para ela. Nunca me tinha dado conta de como a noite é longa e barulhenta, num hospital! Ouvia, dentro daquelas três paredes, ou melhor duas, ou talvez não houvesse paredes, apenas divisórias movíveis, tudo o que se passava lá fora: alguém chamando sempre pelo mesmo nome que nunca respondia, inúmeros e diferenciados ais, gente a passar em fren...
Que bem cruzas foto e poema:). É de artista.
ResponderEliminarBom fim de semana, Alda
O segredo da beleza do seu blog desta semana, está na LUZ.
ResponderEliminarLuz do poema, Luz da foto e Luz que emana de si, Alda.
Sobretudo quando no Mundo, estamos todos a viver na mais profunda e perturbadora escuridão.
Hoje saí de cas às 7h. Muito menos trânsito e a bênção da luz da manhã envolveu-me . E tu transnites isso da melhor maneira.. Lindo!
ResponderEliminarE por isso te levantas cedo com alegria, ante a perspectiva de ir caminhar e tomar esse banho de Luz. E o mais bonito é que a sabes receber e pôr tão bem esse sentimento num poema.
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