Recordações de viagens I

  

Recordações de viagens


Viagem á Austrália, Nova Zelândia e Dubai

1


                                                                                          Foto: Professor João Carlos Nunes


 

Saímos de Lisboa a 18/04 de 2015 com destino a Melbourne, na Austrália, onde o Zé e o amigo/colega, Professor João Carlos Nunes, iam apresentar uma comunicação no Congresso Mundial de Geotermia, acompanhados das respetivas esposas, eu e a Natércia.

O tempo baralha-se e baralha-nos! 24 horas de viagem, fora o tempo de paragens, Dubai e Kuala Lumpur. Vamos ao encontro da noite, ao arrepio do tempo e do sol. Não é a noite que nos chega devagar, somos nós que a procuramos, que a apressamos… Do Dubai para Kuala Lumpur saltamos o almoço. A seguir ao pequeno-almoço vem o jantar porque avançamos no tempo. O meu relógio biológico diz-me que é cedo, mas o dia está a despedir-se.

De certo modo é uma viagem ao futuro. Em Melbourne acrescentamos 11 horas ao nosso tempo e na Nova Zelândia iremos estar nos antípodas e com 12 horas a mais que em Lisboa.

É Outono, quando para mim é ainda Primavera. As árvores despem-se e tapetam o chão de várias cores. Baralho-me no presente com o passado e o futuro e tenho dificuldade em adaptar-me a novos ritmos. Mas não posso perder nada!...

Em Melbourne, deparamo-nos com uma cidade moderna, de 4 milhões de habitantes, muito cosmopolita e com alto nível de vida, harmoniosa, civilizada, organizada. A arquitetura moderna convive com a antiga relativamente recente (não mais de 200 anos). Só em 1960 os indígenas australianos ganharam o estatuto de cidadania.

As pessoas falam um inglês difícil e cerrado, mas são muito simpáticas. Está fresco! O meu Sul de outros tempos (Moçambique) era bem mais quente!

O CBD (Central Business District) tem vários arranha-céus e algumas casas antigas de estilo colonial Passeamos ao longo do rio Yarre, que atravessa a cidade, com muitas pontes e com margens bucólicas. Há numerosos barcos a percorrê-lo. O passeio é belíssimo com os arranha-céus a ladear as margens do rio. Arranha-céus diferentes na arquitetura e na altura e, que à noite, iluminados dão um maior encanto ao percurso. A arte urbana é também surpreendente e variada.

Um passeio de elétrico, grátis, permite contornar o centro, ter uma visão geral, e ir até às docas. Aqui a construção está em alta, visível na quantidade de arranha-céus e casas mais baixas junto à Marina, que nesta época do ano, tem um certo ar desolado, recordando-nos que estamos no hemisfério sul e, portanto, no Outono quase Inverno. No Verão esta zona deve estar apinhada de gente.

No centro da cidade o percurso ao longo do rio, abraçado pelos arranha-céus e banhado pelo pôr do sol, fervilha de pessoas, de entretenimentos, de cultura e de restaurantes. Lindos jardins e parques amplos com muitas e magníficas árvores acolhem  e maravilham o  nosso olhar.

                                                                         



                             
                                                                            Foto: Natércia Nunes






Comentários

  1. Inevitáveis agruras do caminho que nos leva à distante Oceania e o deslumbre de uma metrópole de colonização britânica. Que maravilha este presente que nos ofereces com os teus relatos de viagens por países e lugares tão distantes.

    ResponderEliminar
  2. Que lindo, Alda. É um prazer viajar contigo:). Dizendo o mundo, as palavras dizem-nos.
    Um abraço

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Caminhar

O QUE ME INSPIRA *

Recordações de Viagens - E.U.A. (Dez. 2016) (VII)