Recordações de Viagens II

   


Viagem á Austrália, Nova Zelândia e Dubai

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                                                                                              Foto: Professor João Carlos Nunes

 

Tínhamos dois dias antes do Congresso e aproveitámos para passear de automóvel pelo Estado de Vitória. Contornámos a baía, muito recortada, bordejando curvas e contracurvas, onde não se pode ir a mais de 30Km/hora, mas com vistas deslumbrantes. Nalguns lugares, as montanhas cobertas com floresta, constituída por árvores surpreendentes, sobretudo eucaliptos e pinheiros vários, debruçam-se sobre o mar aberto. Os caules dos eucaliptos são uma fascinação, com desenhos texturados a parecerem pinturas que duendes inspirados desenharam em noites de insónia.

A paisagem mais espetacular ao longo da Great Ocean Road foi junto aos Doze Apóstolos (só consegui contar oito e não sei o que aconteceu aos restantes!…) Rochedos altos, mas de diferentes alturas, com cores desde o castanho ao carmim e diversos amarelos, e o mar azul-turquesa a desfazer-se em espuma contra essas bíblicas rochas calcárias. Uma paisagem de se cair de joelhos!

Em Warnnembool visitámos uma Reserva da Vida Selvagem onde chegámos já quase ao pôr do sol, mas que se revelou um momento mágico. Criaturas várias emergiam das sombras, como um canguru arrebitando as orelhas em jeito de espanto, que atravessou a estrada aos saltinhos com os filhotes na bolsa. Emas indiferentes a  debicar a paisagem. Os koalas a dormir no cimo dos eucaliptos e a confundirem-se com frutos  gigantes. O lago, na antiga cratera de vulcão, parecia irreal com canaviais a bordejá-lo, juncos, galinhas de água, e garças brancas pousadas nas árvores como flores gigantes. 

O espaço seguinte era de grandes campos abertos com vacas a pastar.  As casas, rente ao chão, com pequenos quintais vedados com cerca baixa, em madeira, tinham um ar bucólico.

Nas paragens que fizemos junto ao mar as rochas das escarpas pareciam pintadas  com cores belíssimas e fomos mesmo surpreendidos por gaivotas que vinham comer à mão! 


                                                                                       Foto: Alda Carvalho




 

Comentários

  1. Há factores que se juntam e não talvez por acaso. Porque é muito acaso que tenha sido dado a ti, alma, escrita e olhos de poeta, a fantástica oportunidade de ver tanto mundo e tão esplêndido. Quem sabe, os acasos nem existem e há um destino do belo nas pessoas certas:).
    Bom fim de Semana

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  2. Será que passeaste por um recanto do paraíso? Fazes um relato poético e encantatório dessas paisagens que tiveste o privilégio de ver e sentir. Desses animais para nós exóticos. É bom viajar contigo. Tentar visualizar. Lindo

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