Foto: Alda Carvalho Ontem o meu coração disparou desordenadamente como cavalo desgarrado em corrida desenfreada. O medo tomou conta de mim e de ambulância fui parar ao S. José conduzida por uma médica e uma enfermeira eficientes e carinhosas. Fui recebida por comitiva imensa que me ligaram a inúmeros fios e correntes e mediram inúmeros parâmetros. E ali fiquei só, no meio da noite, embora rodeada de gente a passar, frente a um relógio que minuciosamente me indicava, piscando, cada segundo em cor vermelha brilhante. Uma enfermeira passava de vez em quando, vigiando os aparelhos e sorria e eu sorria para ela. Nunca me tinha dado conta de como a noite é longa e barulhenta, num hospital! Ouvia, dentro daquelas três paredes, ou melhor duas, ou talvez não houvesse paredes, apenas divisórias movíveis, tudo o que se passava lá fora: alguém chamando sempre pelo mesmo nome que nunca respondia, inúmeros e diferenciados ais, gente a passar em fren...
Obrigada Raposinha por partilhares estes teus olhares poéticos. E parabéns por este inicio de Prosa dos Ventos.
ResponderEliminarParabéns Raposinha por saires do silêncio e partilhares o teu olhar poético. E obrigada também.
ResponderEliminarEl poema ha conseguido transmitirme el placer de compartir el silencio sublime de la naturaleza apenas roto por una raposinha que surge como una nota musical ¡Preciosa imagen ¡
ResponderEliminarHummm...as belas e esquivas raposinhas que são fulvas e lindas. E às vezes esfaimam e invadem galinheiros que esvaziam de vida. Ou os dois lados de nós todos.
ResponderEliminarGostei do teu olhar.
Basta um motivo e eis que surge uma bela poesia.
ResponderEliminarFelizmente há pessoas, com rara sensibilidade que descrevem magnificamente o ambiente onde se desenrola a acção, valorizando ainda mais esta poesia.
Alberto
Doce e ternurento olhar pelas muitas raposinhas assustadas que tentam equilibrar-se nas escarpas deste mundo selvagem.amei grata pela partilha.
ResponderEliminarSuas palavras retratam bem o delicioso instante em que inesperadamente deparamo-nos com tão esquivo e lindo ser. Sei o que é essa sensação.
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