7 Foto: Tiago Carvalho A viagem passa agora a ser de carro alugado, rumo ao Grand Canyon. À saída de Flagstag, a montanha com o topo a escorrer neve em contraste com o seu negrume e outros montes de outras cores, enchem-nos os olhos e o coração. A paisagem é desértica com indicação de reserva dos índios Navajos. As formas dos arenitos são surpreendentes atravessados por uma estrada retilínea mas tudo menos monótona. O primeiro objectivo, o Antílope Canyon , um canyon talhado por um afluente do Colorado e onde se pode entrar. As formas talhadas na rocha ao longo de 100 metros e uns 10 de altura, deixam-nos extasiados... Imaginamo-nos envoltos num turbilhão de água, rodopiando e talhando, como golpes de goiva, cavidades cilíndricas que evoluem em espiral retorcidamente e se entrelaçam numa dança frenética e esvoaçante. A luz vinda de fora que não encontra caminho na vertical, ou a encontra raramente, desenha figuras de luz nas paredes e no tecto das rochas circularmente torturadas...
Obrigada Raposinha por partilhares estes teus olhares poéticos. E parabéns por este inicio de Prosa dos Ventos.
ResponderEliminarParabéns Raposinha por saires do silêncio e partilhares o teu olhar poético. E obrigada também.
ResponderEliminarEl poema ha conseguido transmitirme el placer de compartir el silencio sublime de la naturaleza apenas roto por una raposinha que surge como una nota musical ¡Preciosa imagen ¡
ResponderEliminarHummm...as belas e esquivas raposinhas que são fulvas e lindas. E às vezes esfaimam e invadem galinheiros que esvaziam de vida. Ou os dois lados de nós todos.
ResponderEliminarGostei do teu olhar.
Basta um motivo e eis que surge uma bela poesia.
ResponderEliminarFelizmente há pessoas, com rara sensibilidade que descrevem magnificamente o ambiente onde se desenrola a acção, valorizando ainda mais esta poesia.
Alberto
Doce e ternurento olhar pelas muitas raposinhas assustadas que tentam equilibrar-se nas escarpas deste mundo selvagem.amei grata pela partilha.
ResponderEliminarSuas palavras retratam bem o delicioso instante em que inesperadamente deparamo-nos com tão esquivo e lindo ser. Sei o que é essa sensação.
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