Meu velho banco de jardim
à beira rio plantado
sempre à minha espera
debaixo do meu pinheiro
Quantas conversas inaudíveis
já tivemos companheiro
quantos instantes perfeitos
já vivi junto a ti
Quanto de silêncios
de inquietações de visões
em ti contemplei
quantas questões formulei
Janela debruçada sobre o instante
onde o mundo vem espreitar
gosto de em ti descansar
quando cansada de mim
A foto é tão bonita, que logo se percebe que ele é a personagem principal que fica contigo a olhar o rio e a ver o mundo exterior e interior a convergir para o seu colo e para os seus braços. Nós estamos por detrás dele e apercebemo-nos de que tu ou algum caminhante estão prestes a sentar-se e a partilhar com ele aqueles instantes de que o teu poema nos fala. É claro que não arredamos pé.
ResponderEliminarUm bom lugar para descanso de corpo e alma, os olhos em liberdade livre.
ResponderEliminarLembro-me bem destes bancos colocados até à Torre Vasco da Gama,onde esperam por alguém cansado e onde convidam a meditar sobre a vida, com uma vista magnífica e apropriada para o efeito.Sugerem também uma viagem para a outra margem através da ponte.A paisagem torna-se deslumbrante em tempo de verão, e por vezes quando a maré está vazia vêem-se pessoas na apanha de ameijoas onde o sabor se torna inatingível devido à espécie e qualidade.
ResponderEliminar