Foto: Alda Carvalho Ontem o meu coração disparou desordenadamente como cavalo desgarrado em corrida desenfreada. O medo tomou conta de mim e de ambulância fui parar ao S. José conduzida por uma médica e uma enfermeira eficientes e carinhosas. Fui recebida por comitiva imensa que me ligaram a inúmeros fios e correntes e mediram inúmeros parâmetros. E ali fiquei só, no meio da noite, embora rodeada de gente a passar, frente a um relógio que minuciosamente me indicava, piscando, cada segundo em cor vermelha brilhante. Uma enfermeira passava de vez em quando, vigiando os aparelhos e sorria e eu sorria para ela. Nunca me tinha dado conta de como a noite é longa e barulhenta, num hospital! Ouvia, dentro daquelas três paredes, ou melhor duas, ou talvez não houvesse paredes, apenas divisórias movíveis, tudo o que se passava lá fora: alguém chamando sempre pelo mesmo nome que nunca respondia, inúmeros e diferenciados ais, gente a passar em fren...
Felizes os que choram porque há neles a vida sensível.
ResponderEliminarQue lindo, poeta Alda
ResponderEliminarMuy bonita y romántica poesía. no sé si conoces a un antiguo cantante inglés, que cantaba en español, llamado Matt Monro. tenía una canción que se titulaba: gotas de lluvia que al caer, reviven tristezas en mi corazón, pero a pesar de todo el sol, después brillará.Igualmente la lluvia, cayendo sobre el lago, ha confundido tus sentimientos, pero poco a poco el sol saldrá de nuevo para ti. Un abrazo.
ResponderEliminarA minha neta mais velha fez outro dia 16 anos.
ResponderEliminarVi um trabalho feito pela mãe dela no computador, com uma séria de fotos do seu nascimento e também senti que estava a olhar por uma vidraça e lá fora chovia a potes.
Só quem tem alma é que chora.
E depois do copioso choro que vivi, é que senti que tinha, outra vez, a alma cheia.
Felizes dos que conseguem chorar. Neles ainda habita a esperança.
Um abraço, Alda.
Muito bonito. É a simbiose do sentimento com a natureza que parece gerar este belo poema.
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